Sandra Machado conversa con Ana Woolf en el marco del Festival Solos Férteis


A Segunda Ge(ne)ração das Magdalenas

Conversa com a atriz Ana Woolf 

 
Woolf em cena de Shador de las Noches: Como conviver com o auto-sacrifício por amor? 
O velho ditado de que uma andorinha sozinha não faz verão é bem válido para o teatro. Especialmente, quando se pensa em artes cênicas com roteiros/dramaturgia elaborados por mulheres. Assim como em outras artes, o teatro é secularmente dominado pelas representações engendradas pelo sujeito masculino e suas dinâmicas, sensibilidades e realidades próprias.

Apenas nas últimas três décadas, surgiu um movimento organizado, a rede Magdalena Project (ver post anterior do Blog da Igualdade), que hoje abrange teatrólogas – diretoras, pesquisadoras, atrizes e estudantes – de mais de 50 países, para mudar, ou equilibrar, o cenário teatral mundial. O projeto é renovar o panorama conceitual, filosófico, linguístico e estético da dramaturgia contemporânea. Fomentar a produção e a qualificação do teatro das mulheres, dentro de um fórum que gera reflexão, aprimoramento, apoio e visibilidade ( empoderamento ) ao trabalho delas.

atriz, diretora e pedagoga teatral argentina, Ana Woolf, faz parte dessa rede, e é co-fundadora do Magdalena 2da Generación associação civil iniciada em 1998, para a América Latina. O braço latino da Rede Magdalena investe na vitalidade das culturas latinas, sendo que o trabalho sobre a presença cênica, investigação e produção estão centrados no conceito do teatro como fazer comunitário, enraizado na essência da identidade nacional e latino-americana, em diálogos interdisciplinares com outras tradições.

Ana Woolf está em Brasília, esta semana, para participar da 2ª Edição do Festival Internacional de Mulheres no Teatro – Solos Férteis , onde promoverá a estréia de sua nova peça (trabalho em desenvolvimento), Shador de las Noches (Chador (Véu) das Noites), sobre a s fronteiras que atravessamos e até onde vão os sacrifícios do/pelo amorO espetáculo será apresentado hoje, às 21h30, no Teatro SESC Garagem (913 Sul).

 
Ensaio sobre as dores de amores ( Foto Monica Viñao 

A atriz passou 12 anos na Dinamarca, para estudar e trabalhar no renomado Odin Teatret, onde foi (e ainda é) discípula de Julia Varley, uma das fundadoras do Magdalena Project e respeitadíssima diretora e mestra no teatro europeu (e das mulheres). Julia, aliás, também veio às duas edições do Festival, para apresentações de espetáculos, oficinas e palestras.

O tempo que trabalhou no Odin foi, para Ana Woolf, na verdade um espaço em sua vida enquanto fonte de inspiração, criação e de referências para a sua identidade de gênero, como artista, dentro do lado “alternativo” feminino do teatro dinamarquês. Lá, ela elaborou e participou de projetos e seminários sobre o teatro das mulheres e trabalhou também em outros países da Europa, da América do Sul, e do Oriente Médio.

Ela conta sobre suas oficinas pedagógicas para “soltar” ou libertar, por meio do trabalho de corpo e voz, as mulheres vitimas de violência, principalmente, em países latinos e árabes. Em países europeus, como a Itália, Ana participa de grupos/oficinas que lidam com a violência simbólica, principalmente, contra as mulheres imigrantes, vitimas de abusos ou das redes de tráfico internacional, e de pessoas desaparecidas. Ela viaja duas vezes por ano à Itália para tais oficinas.

 
Blanca es la Noche , com Ana Woolf Arquivo Pessoal 

Em 2011, Ana voltou a residir na Argentina onde, além das oficinas permanentes que ministra, dirige e atua em Flores Robadas a la Niebla Flores Roubadas da Névoa) , que estreou em Buenos Aires em maio passado. “É a história de duas mulheres que estão partindo em uma estação de trem, numa região fronteiriça ( borderline ), e como que amputam uma parte de si mesmas, na região onde não há margem do rio”, conta a dramaturga.

Ana Woolf, hoje com 44 anos, parece conhecer bem as regiões das fronteiras, as encruzilhadas, como mulher, como imigrante/viajante, e como artista. Ela lembra e cita sua mestra, Julia Varley, de quem se diz “filha” artística, para falar das ausências e omissões femininas no teatro mundial:

“O teatro, aliás, o mundo literário, é todo escrito e inscrito como sujeito masculino. Mesmo no Magdalena, ouvimos as mulheres referindo-se a si próprias como “ nosotros ” (sujeito plural masculino em espanhol, assim como em português o masculino prevalece nas generalizações e generizações ). Essa é a história de centenas de séculos. O teatro é uma arma de consciência política e é um fazer comunitário, onde muitas vozes e textos (de mulheres) podem fortalecer e ajudar a transformar essa história. Trazer à claridade as inscrições em nossos corpos. Usarmos nossas palavras para as histórias”.

 
Ana Woolf em sua persona (Arquivo Pessoal) 
Sentadas nas escadarias do teatro do SESC, Ana Woolf e eu conversamos como duas colegiais, por quase duas horas. Não daria para contar toda essa interface , levaria páginas! Vai um bocado:


BLOG DA IGUALDADE : Por quê fazer teatro, o que é esta arte para você, e o que a levou ao Odin Teatret , na Dinamarca?

ANA WOOLF : Estudar, pesquisar e trabalhar em teatro – ou cinema, ou artesanato – é como outra profissão (ofício) qualquer. É um dom que você desenvolve como faria na Medicina ou na Engenharia. Você precisa de aperfeiçoamento, de estudos, de se exercitar naquilo que faz. E isso é constante. Tem que ser diário, senão você não estará com o corpo, com a memória, e com o seu lado intelectual e psíquico preparados. Uma atriz ou ator é um ser intelectual, ou seja, alguém que se cultiva, que se forma, que estuda e que vai transmitir cultura. Ocorre que na Argentina, como em toda a América do Sul, precisamos provar que não é só uma idéia de jovem/adolescente. E levamos muitos anos provando que somos profissionais, que este é nosso ofício. Perdemos tempo e não temos as condições ideais para um trabalho constante, como deveria ser, que requer exercícios diários, como em outras profissões.
Entretanto, o principal motivo que me levou para o Odin foi a primeira palestra da Julia Varley, minha mestra, que assisti em Buenos Aires. Ela apresentou o Magdalena Project , o teatro das mulheres, e me encantei. No Odin Teatret , pude realizar esse trabalho constante e descobri uma identidade como atriz e também o fazer a dramaturgia no feminino. Adquiri uma consciência feliz sobre o que tenho que fazer no teatro, que é um arma política (...) Vejo o teatro das mulheres não como um espaço alternativo, mas como outro espaço! Ele é diferente. Nele, “generamos” (gerar em espanhol e fazer gênero) outra vida.

BLOG DA IGUALDADE : E para as mulheres que fazem teatro, assim como acontece em outras profissões, o mercado latino-americano é mais difícil?

ANA WOOLF : Certamente que sim. Na Escandinávia, antes de tudo, não temos que demonstrar, que provar para ninguém que temos uma profissão. E os papéis masculinos e femininos (de gênero) lá já não são naturalizados. Os serviços que aqui seriam delegados sempre (seriam naturais) às mulheres, lá são realizados/compartilhados por todos. Se, em casa, há um homem ou uma mulher que faz teatro, ela ou ele fica em casa em cuida dos filhos, da cozinha. Fica mais fácil viver e trabalhar assim. Quanto ao ofício em si, no Magdalena, fazemos um trabalho coletivo, comunitário, de ajuda mútua, que fortalece... melhor que tentar individualmente, com as seculares incertezas, inseguranças, preconceitos e inscrições machistas. Trabalhamos para mudar isso tudo, em conjunto.

BLOG DA IGUALDADE : Esse é outro ponto: a História do Teatro. É a mesma que nas outras áreas? Ou seja, aconteceu também de as mulheres terem estudado, pesquisado, desenvolvido roteiros e dirigido peças e nenhum crédito tenha sido dado a elas (ou mesmo roubado delas), desde o teatro clássico? Vocês também sofrem uma “síndrome de Hypatia ”?

ANA WOOLF : Olha, não sou uma historiadora do teatro... mas, sim, estou segura que ocorreu isso ao longo da história. Há que se fazer uma pesquisa profunda sobre esse tema. Isso porque, ainda hoje, eu e muitas mulheres do teatro vemos isso acontecer. Temos problemas para realizar trabalhos, fazer roteiros e direção, e nossas inseguranças quanto a mostrar nossos escritos, nossas produções. Precisamos valorizar mais o que escrevemos e produzimos. Parece que temos que fazer muito mais e melhor que os homens. A Rede Magdalena, a Julia (Varley), incentiva esses trabalhos escritos, há 16 anos, na revista Open Page – em meio eletrônico que a rede mantém – para a publicação dos escritos das mulheres dramaturgas. São textos fantásticos, que podem não ser considerados como “pesquisas acadêmicas”, mas são pesquisas profundas. Mesmo que pessoais, são “científicas”. Muitas vezes, as próprias mulheres se auto-censuram, não publicam, ou não levam a pesquisa ou o texto adiante, até pela insegurança. Incerteza essa que é passada por gerações.

BLOG DA IGUALDADE: Então, as mulheres dramaturgas também se auto-depreciam, Vocês montam peças, fazem oficinas, atuam, dirigem e produzem. Por quê não são estudadas e “copiadas” por mais pessoas?

ANA WOOLF: Temos uma genealogia nisso, dessa ação de escondermos e pensarmos que é assim, que o que escrevemos e estudamos não seriam coisas publicáveis, que são trabalhos menores... Enquanto muito mais espaço sempre foi dado aos homens – são espaços dados a eles. E, de jeito nenhum, os trabalhos das mulheres são “menores”. Pelo contrário. Temos, hoje, que aceitar que somos capazes de construir espaços, algo para deixar para trás os séculos de silêncios. Aprendermos em (exercícios de) comunidade teatral.

BLOG DA IGUALDADE : Conta sobre seu Shador de las Noches (Chador das Noites), que você vai apresentar, pela primeira vez, aqui em Brasília, no Festival!

ANA WOOLF : É uma história de verdade... sobre uma mulher (ocidental), que é atriz, e ela se casa com um político, que vai trabalhar na embaixada em um país do Oriente Médio. Então, ela deixa a sua vida/profissão para viver com seu marido em uma sociedade islâmica. Pouco a pouco... ela foi se “ shadorizando ” (colocando o véu/chador), por amor! Então, eu faço todos os papéis. Faço a narradora, a atriz, a mulher que fala: são vozes triplas. Triplicadas. A voz do marido também está aí, no meio. Porque temos, nós todas, muitas vozes interiorizadas. É um concerto de vozes, que temos e que temos que identificar e respeitar. Enfim, a mulher sofre muito, porque está fazendo muitas concessões, mas não deixa o marido e a situação porque o ama. Então, a pergunta é até onde podemos ir e vamos por amor? Quanto você vai violentar-se por amor? Que coisa é: um “bom” amor ou um “mau” amor?! Entretanto, ela não pode dizer nada das suas dores ao marido, senão terá que partir, e não quer deixá-lo... enfim, é uma personagem fantástica porque está aí, existe, há muitas mulheres que conheço que vivem em situações semelhantes. Convivem com a impossibilidade de ser, lamentavelmente.


Veja vídeos com o teatro de Ana Woolf em:


GORDAS EN CENTRO DOS


NOS MOVILIZA. Mi visita a los Quom en Formosa


por Blanca Rizzo

Aparecieron despacio, de a una, en absoluto silencio, casi invisibles. Se fueron acomodando como una bandada de mujeres-pájaros detrás de la ronda en el camino, hasta que avanzaron con toda su increíble y contundente presencia. “Yo quiero hablar dijo una” y retumbó en nuestros huesos toda la fuerza ancestral del despojo, del olvido y de la increíble, digna y ética lucha de nuestros pueblos originarios que atraviesa 500 años y todos los gobiernos habidos hasta  el momento.  Una a una nos fueron contando el calvario de vivir en esas carpitas similares a las tomas del indoamericano en nuestra ciudad, con los niños pequeños, con sus llantos, sus necesidades, sus enfermedades, con las intensas lluvias, con la falta de todo y el cordón policial que pide documentos y hace firmar un libro de actas! para entrar al “tolderío”, que filma con una cámara poderosa cada uno de sus movimientos y de los visitantes, que asusta (sobre todo a los niños) con los perros, la policía montada, los carros de asalto.  En esa ronda improvisada pero de alta potencia, fue notable y emocionante escuchar también a una abogada joven que lleva la causa de los Qom desde hace 10 años, Roxana Elvia Silva y con la cual compartí un desayuno y una charla al irnos. Fue tan cálido su aporte y su presencia que parecía que nos conocíamos de toda la vida.
Esto ocurrió en la comunidad Nam Qom. Ya de vuelta a Buenos Aires luego de pasar dos días con la comunidad Qom, separada por unos km.  La visión de la realidad nos golpeó con toda su dureza aunque ya veníamos de ver las necesidades de la comunidad de Felix Díaz,  con  falta de agua, de médicos, con atentados varios que han matado y que ahora hirieron al mismo Félix, Ya habíamos presenciado como el gobernador Gildo Insfrán y su sequito, “operan”  un genocidio silencioso.  Aquí se sumaron los carros de asalto, los policías, la certeza de estar en una especie de campo de concentración que ya lleva la duración de dos meses y medio. Ellos están presos en sus propias tierras por defenderlas!.
Esto que cuento es un recorte de la realidad vivida por mí y mis compañeros de  viaje que organizó desde el 17 al 20 de agosto de este año, el colectivo que viene creciendo “Chau Roca”  cuya figura pública es Osvaldo Bayer y su coordinador el joven Mariano Rosa. En el “Chau Roca” convivimos distintas corrientes de pensamiento,  variadísimas profesiones y haceres como dentistas, enfermeras, fotógrafos, videastas, coreógrafas, docentes universitarias, estudiantes, psicólogos, constructores, antropólogos, abogadas…  Esta vez fuimos  en total 49 personas a acompañar,  intercambiar, aprender de nuestros hermanos y a dar nuestros saberes.  Se organizaron talleres artísticos para los niños, charlas conjuntas para poder empaparnos de la realidad de la comunidad, cine, comidas, puesto odontológico y de salud general. La radio Qom 89.3 FM (que empezó a funcionar a partir de un viaje anterior con la ida de Mariana Espinosa, quien dirige la comisión de solidaridad desde Buenos Aires) estuvo activa desde tempranísimo hasta muy altas horas de la noche.
En Formosa fuimos recibidos luego de un día de viaje con un riquísimo desayuno en un espacio-comedor de niños en situación de calle, por la ONG docentes autoconvocados.  Nilda Patiño, Secretaria General de dicha ONG nos relató con muchísima fuerza y convicción la lucha que vienen llevando adelante desde su sector y en relación a los pueblos originarios. Remarcó que son las mujeres  una parte muy importante del sostenimiento y del corazón de estos movimientos.  Luis nos contó acerca de las tareas de ese espacio, de varios niños vejados y asesinados en una comisaría, del trabajo de la imprenta y de la complicidad de una sociedad, que en su mayoría, calla y mira para otro lado.
Ya en la comunidad y hablando con la compañera de Felix Díaz, Amanda, y su amiga, nos relataron la importancia que tiene para ellas realizar artesanías y poder venderlas. Al irlos “acorralando” porque les sacan “el monte” se quedan sin la posibilidad de supervivencia a la que culturalmente están acostumbrados, ya que la policía les impide tomar las palmas con las que tejen sus canastos, los remedios que les provee la naturaleza, entre tantas otras cosas.  Ellas están firmes en los cortes de ruta y en el día a día de sostener a sus familias. De regalo nos cantaron dos hermosas canciones, una de ella una canción de cuna.
Volví fortalecida, esclarecida de algunos temas que los medios se encargan de silenciar o confundir. Con la evidencia que mas allá de aciertos y errores gubernamentales, cuando un sector de la población, como en este caso los pueblos originarios, se mete con el tema de la tierra nadie quiere avanzar hacia los que tienen razón. En la sociedad capitalista “la tierra no se toca”.
Volví con la certeza en el centro del cuerpo  de que la ética y la dignidad para estos hermanos Qom es invendible e incomprable y creo que es eso lo que más enfurece a los poderosos. Estos hermanos de los pueblos originarios tienen algo que ellos nos tienen ni por asomo y que eso sí vale oro!. También volví sabiendo que en todos los espacios  están las mujeres peleándola, resistiendo, alentando, dando su amor y apuntalando.
Buenos Aires, 3 de septiembre de 2012



CAUTIVAS NUNCA MÁS



Quien es Margarita Meira


por Blanca Rizzo

Fui a una mesa que se realizó en el SICA (Sindicato de Cine) en el barrio de Constitución, hace aproximadamente tres meses, sobre violencia de género y trata.
Allí me presentaron a Margarita Meira, quien dirige un comedor en pleno corazón de Constitución donde provee de una vianda de comida diaria a 150 niños y jóvenes.
Ella lleva un dolor muy profundo prendido en su corazón ya  que la trata le mató una hija hace 19 años llamada Graciela Susana, así que además del comedor Margarita se ha “especializado” en el tema trata y es conocida a nivel mundial por sus exposiciones, denuncias y demandas.  Ella consiguió cerrar un par de prostíbulos y fue encarcelada por el gobierno de Macri a raíz de su lucha.
El día del niño me comentó que tenían sonido, un pelotero, algunos números para los niños pero que necesitaba más números artísticos. Así es que convoqué a amigos que generosamente vinieron a dar lo suyo.  La magia de los mimos Lucas Maíz, Nuria Schneller, Javier Maximiliano León y los clowns “Pilar Glukosa”, “Manzanita” y Emi Dispenser se  sumaron a  Porcellana Mercedes, Lolo Quintero y Hernán Federico Rosconi, amigas y amigos de la casa. La comida fue hecha por varias mujeres que a su vez son mamás en el barrio.
Otro día las acompañé para sacar fotos en el cumpleaños del barrio de Constitución. Entre cuatro mujeres entre las cuales se encontraba una mamá que desde hace dos años busca y llora por su hija, tenían una gran bandera  con la leyenda  NO MAS TRATA-UN PAIS SIN NIÑAS SECUESTRADAS- MADRES DE CONSTITUCION -que “incomodó” al público presente.  Margarita entró caminando al acto con banda militar, abanderados de las escuelas y señoras y señores del gobierno y de las fuerzas del barrio y tiró cientos de papelitos de esos que están pegados en muchas calles de nuestra ciudad vendiendo sexo. Varias señoras, muy paquetas, “horrorizadas”, le recriminaban: “¿no le da vergüenza, Margarita, ensuciar la plaza así?”, a lo que ella contestaba que más vergüenza se debería sentir por el comercio de la trata que mata niñas, niños y jóvenes, entre ellos su hija, y del cual es parte el Jefe de Gobierno.
Margarita tiene el dato de que en capital hay 1300 prostíbulos y que aproximadamente en cada uno hay 10 niñas-jóvenes secuestradas, por lo que la cifra de 13.000 chicas secuestradas sólo en la capital, da cuenta de un genocidio con ribetes de película de terror, que atraviesa cualquiera de los gobiernos y la historia completa de nuestra nación y del cual la sociedad se tiene que hacer cargo en forma urgente, empezando por revolucionar la mentalidad de millones de hombres que pagan por sexo y también por desmantelar las poderosas “transas” de muchos gobernantes con las cadenas de prostitución, como es el caso de Macri que es muy amigo de Gabriel Conde, dueño de una cadena de prostíbulos entre los cuales se encuentra Champú, Cocodrilo, etc.


En breve le haré un reportaje para poder conocer aún más de Margarita, una de las tantas mujeres que luchan valientemente por desterrar injusticias graves que afectan principalmente al género femenino, pero ya se pueden ver en su página varios videos y reportajes no sólo a ella sino a una de las chicas que pasó por esa terrible experiencia y que pudo escapar.

Blanca.

EN QUE ANDAMOS



Natalia Marcet llega de Brasilia donde está presentando un work in progress con su Mondonga en el Festival Solos Ferteis, y dará una función  de GORDAS (dirección Ana Woolf) en Centro dos, el 25 de septiembre a las 19:45. Corrientes 4524, CABA










Ana Woolf, Natalia Tesone y Natalia Marcet están participando con mesas, espectáculos y seminarios en el Festival SOLOS FERTEIS en Brasilia, con dirección de Luciana Martuchelli.


Laura D´Anna hace la puesta en escena de CANTAR HISTORIAS, un espectáculo de composiciones musicales contemporáneas con dirección musical de Marcelo Delgado. ESTRENO domingo 7 de octubre en Hasta Trilce
Domingos de octubre, Maza 177, CABA.



Blanca Rizzo va a bailar el 21 de septiembre a las 19:30 hs en la terraza del Quinquela Martín
























Sabrina Califano, Marcela Brito, Viviana Posincovich y Laura D´Anna preparan la gira de HUMANAS por la Matanza, Castelar y Campana. 



MI MAESTRA Y YO

Le pedí a Silvia que me relatara su relación con Isolda, su maestra, a quien desde hace 20 años llama por teléfono cada 11 de septiembre...


por Silvia Shejtman



Hola nuera!! Este año, quiero verla y mañana la llamo para combinar!! no sabés de qué te estoy hablando...?

¡Te cuento de qué se trata! 
La conocí cuando yo estaba en primer grado superior, y ella,  Isolda, entró como maestra de sexto grado, con una presencia impactante que imponía respeto tan sólo por estar, por decir "¡silencio!", no levantaba la voz, bastaba con que diera dos palmadas en el aire, para que se generara en toda la escuela "el" silencio, su actitud, su seguridad y su convicción en cada gesto, hicieron que ganara mi admiración desde ese entonces.
Se la veía  bastante alta,  muy delgada, de cabellos castaño claro, y un mechón rubio ( shhhh!!!... para mi? que era teñido!!...) los anteojos oscuros eran parte de su fisonomía, pero muchas veces se los quitó para hablarnos.
Cuando llegué a sexto a Isolda ya no la ví ni siquiera "bastante" alta, era menudita, bajita , y ¡claro que fue MI MAESTRA!,  era placentero escucharla, y aprender de su buendecir cada expresión, cada observación que hacía, cada definición, ... como cuando dijo "hoy, vamos a ver el sistema sexagesimal"... los chicos, nos miramos de reojo, porque nunca había dicho semejante palabrota... (dije lOs chicOs, pero debí de haber dicho lAs chicAs, éramos todas mujeres, NIÑAS dicho en el lenguaje de entonces).
Con la señorita Isolda, aprendimos, que se puede transmitir aprendizaje y sabiduría para la vida desde la serenidad, la sobriedad, la elegancia de una expresión clara, el lenguaje llano y directo, todo lo que ella usaba en lo cotidiano.
Pero... una vez me enojé con ella! te sintetizo: incidente en la escuela, vidrio roto, cero general a TODA LA ESCUELA!!... yo, había faltado ese día, pero, igualmente me encontré con la sorpresa del cero, que me dolió hasta en lo más hondo de mi dignidad... señorita, por qué me puso un cero, si yo falté??, y escuché la sentencia: "porque fue un cero GENERAL, y cuando sucede algo así, es para presentes y ausentes, suficiente con ser alumno de la escuela..."  no hubo lugar a reclamo, y lo tuve que soportar estoicamente, como los demás ausentes ese día.
Pasaron los años, y, cada tanto, aparecen como mojones en un camino, cosas que fui escuchando, aprendiendo, más allá de un programa educativo... por ejemplo, que en segundo grado, cuando llegamos al ejercicio ciento once, la señora Sara, nuestra maestra, nos trajo un bizcochuelo para festejar, también cuando a los diez años (la edad que hoy tiene tu nene), la maestra de cuarto, nos miró y dijo "ustedes son los hombres y mujeres del año 2.000" ... jajajaa!! no quieras imaginar la cara que pusimos porque supusimos que esa maestra estaba  sin un poquitito de lucidez... la entendí hace unos años... tenía una coherencia que no podíamos entender entonces...
Pero, Isolda, estaba en otra dimensión dentro de mis recuerdos, ella era la definición de MAESTRA DE LA VIDA y, hace , ¡qué sé yo! como veinte años?, que por un impulso busqué su nombre en la guía de teléfonos... y lo encontréeeeeeeee!!!... ni me detuve a pensar, porque era precisamente el Día del Maestro, y llamé... me tembló hasta el alma cuando esa voz que dijo "hola", me sonó exactamente a la de la señorita Isolda!!! claro!! si era ella misma!!... vos, podés imaginar esa emoción? síiiiiiiiiiiiiiii!!! claro que la imaginás!!!
 A partir de ese entonces, cada 11 de septiembre,  la prioridad absoluta es esa cita telefónica , porque ella, espera mi llamado: un año, dejó de encontrarse con amigas, porque yo no la llamé hasta las tres de la tarde, ahora, tengo la precaución de llamarla antes del mediodía, pero no taaaaan temprano como para despertarla... tiene sus años... sabés que si tu nene, mi nieto, tiene diez años, ya soy una señora grande.
Por último, importantísimo que lo sepas!!!, cuando hablamos el año pasado, simbólicamente y por teléfono, ME QUITÓ EL CERO GENERAL QUE SIEMPRE LE REPROCHABA!!!!


Después de haber escrito este mail, Silvia me confesó que este año se iban a encontrar, por primera vez desde hace 55 años... Quedaron en encontrarse en un bar, Silvia la pasaría a buscar por su departamento. Y así fue: Silvia llegó, puntualísima, nerviosa, con regalitos, tocó el timbre... e Isolda le pide subir para ayudarla no sé a qué, y cuando entra a su casa -y a su vida y a su imagen después de cincuenta y cinco años-, ve una hermosa mesa de té preparada para ella. Nada de bar. Allí completarían un ritual preparado durante veinte años de llamadas los 11 de septiembre...

Algo así de misterioso y amoroso tienen los lazos que establecemos con algunas maestras...


Laura D´Anna


FESTIVAL DE TEATRO ADOLESCENTE

¡Hola Amigos de Vamos que Venimos!

A menos de un mes de que empiece el Festival...

¡El encuentro empieza a palpitarse!

FALTA MUY POCO PARA LA INSCRIPCIÓN A los TALLERES

Y ESTE AÑO...¡SON TOTALMENTE GRATUITOS!

  • La inscripción es el 22 de Septiembre de 16 a 20 hs en Iuna Dramáticas (French 3614)


  • Los Talleres son para adolescentes de 13 a 19 años. (Luego del 22, para las vacantes que queden, se pueden anotar chicos  de hasta hasta 22 años. Esto será el día de la Apertura del Festival...¡Atentos!)
  • La inscripción es personal, presencial y con DNI.
  • Pueden anotarse, como máximo, en 2 talleres.
  • Para aquellos jóvenes que viven a más de 300 km de la Ciudad de Buenos Airesla inscripción se realiza vía mail. ¿Cómo? El mismo sábado 22, de 16 a 20 hs, deben enviar un correo con, su nombre completo, fecha de nacimiento, número de Dni  y el nombre de el/los talleres que quieren hacer. La inscripción deberá confirmase, de forma presencial,  el día de la Apertura del Festival.

Profes:
  • Ana WoolfAntropología Teatral. Asistente de Eugenio Barba. “Los pies que piensan, cabeza que baila.”
  • Enrique Federman. Improvisación Teatral. “Palabras Menos”
  • Darío Levin: “Seminario Intensivo de Clown.
  • Martín Salazar. “El humor macocal” Integrante del grupo teatral Los Macocos.
  • Fabio “Mosquito” Sancineto: Técnicas del Macht de improvisación.
  • Mariana García Guerrero: Trabajo vocal para el actor.
  • Marcelo Savignone: Improvisación, metodologías de la construcción.
  •  
  • Además...

    •  LAS FUNCIONES

    Ya están los elencos seleccionados,  son de distintas provincias de nuestro país y también hay invitados latinoamericanos. Ellos serán los encargados de realizar las funciones en las distintas salas que este año son sede del Festival. Además, un reconocidojurado de artistas y docentes les brindará devoluciones y menciones a los jóvenes.

    SALAS
    Teatro Nacional Cervantes, Timbre 4, Teatro Empire, Teatro La Máscara, Teatro Andamio 90, Auditorio Losada, Teatro Bauen.
    JURADO 
    Julia Calvo, Horacio Roca, José Cáceres, Norberto Gonzalo y Ricardo Talento.
    ELENCOS
    Ellos son de: La Matanza, Avellaneda, La Pampa, Santa Cruz, distintos barrios de CABA, Berazategui, Mar del Plata, Santiago del Estero, Mendoza, Neuquén, San Martín de los Andes,  Venezuela y Nicaragua.

    ·        3 CONFERENCIAS GRATUITAS:
                “Escuchando al maestro: Eduardo “Tato” Pavlovsky”
                “Teatro por la Identidad”
                “Distintas propuestas teatrales: Claudio Tolcachir y Ciro Zorsoli”


    ·        PANELES DE INTERCAMBIO:
    El teatro como transformador social, el adolescente toma la palabra.


    VAMOS QUE VENIMOS
    Primer Festival Nacional de Teatro adolescente en la Ciudad de Buenos Aires.
    Seguimos creciendo, venga quien venga.



     Espacio Crearte 
     escuela de teatro
    Tel: 49810039
    Don Bosco 4124
    Almagro/Caballito

Feliz 2020