lunes, 3 de diciembre de 2012

TIEMPO DE COMBATER A COVARDIA SOCIAL. Sandra Machado



Semana quente esta que celebra datas e eventos importantes para a pluralidade sociocultural do Brasil. Entre eles, a coincidência da posse do ministro Joaquim Barbosa como o primeiro presidente negro da mais alta Corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20/11). E, neste domingo, 25, é lembrado o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.

Centenas de manifestações e protestos de ONGs e entidades de apoio aos direitos das mulheres estão marcados para este dia, em todo o mundo. Especialmente, nos países latino-americanos, caribenhos, africanos e onde mais a violência – física, psicológica e/ou social – grassa surpreendentemente absurda, neste século XXI. O Brasil ocupa uma vergonhosa 7ª colocação mundial neste pavoroso ranking da violência machista, desigual e discriminatória. Um país medievalmente patriarcal.

É imensa a envergadura da violência covarde dos brasileiros – (ex)companheiros, (ex)namorados, e até de parentes – apesar das mudanças nas arcaicas leis patriarcais, ao longo dos últimos 30 anos, e da criação da Lei Maria da Penha, em 2006. É considerada uma das três melhores do mundo. Entretanto, políticas públicas baseadas apenas em punições e regras judiciais parecem não funcionar em nossa sociedade, tão acostumada a desrespeitar, burlar e infringir leis e a maquiar seus preconceitos, discriminação e abusos.

As estatísticas, causas e consequências sociais já foram amplamente divulgadas e debatidas em artigos do Blog da Igualdade Entre 84 países pesquisados pelas Nações Unidas, o Brasil bate recordes em número de assassinatos de mulheres (femicídio). Somos uma nação onde uma mulher, ou uma menina, é estuprada a cada 12 segundos, e entre 10 e 12 são assassinadas por dia. O mais absurdo é ser uma sociedade que não fala sobre misoginia – o ódio ou horror às mulheres. Quem debate a criminalização por preconceito/violência de gênero é que é discriminada(o).

De acordo com o Mapa da Violência 2012, divulgado no semestre passado pelo Instituto Sangari e pelo Governo Federal, o Brasil contabiliza mais de 92 mil mortes violentas de mulheres, nos últimos 30 anos. Todas vítimas de seus parceiros (maridos ou namorados), ex-parceiros, ou mesmo de seus pais, irmãos, tios...O femicídio covarde daqui é maior do que nos países tradicionalmente violentos e ultra-machistas, como a Colômbia e a África do Sul.
   

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http://www.dzai.com.br/igualdade/blog/blogdaigualdade?tv_pos_id=118087