sábado, 29 de julio de 2017

Mujer, Teatro y Voz

Se viene.
 Maravillosa confluencia de mujeres de muchas partes del mundo. Magdalenas.
Del 2 al 12 de noviembre.
Te convocamos. Te esperamos.


En esta oportunidad se da protagonismo a artistas que trabajan sobre la voz: difundiendo y fomentando el trabajo escénico de mujeres artistas en un contexto social que está viviendo permanentemente cambios en el paradigma y el rol de la mujer y en donde aún el trabajo de presencia debe partir del trabajo de insistencia sobre emisión de pensamiento, formulación y construcción de un engranaje discursivo que permita contar desde historias íntimas (Ya Ling Pen, Taiwán) hasta cantos comunes (Brigitte Cirla, Voix Poliphoniques, Francia), pasando por una reflexión teórica sobre género, construcciones discursivas-constructivas-destructivas (Lucia V. Sander, Universidad Nacional de Brasilia). También están confirmando su presencia otras Magdalenas de Brasil, de Colombia, de Chile, de Dinamarca...

Lxs tendremos al tanto





Podemos adelantar que, como ya sucedió en 2011 (https://www.youtube.com/watch?v=UR7X6ssLNus), también esta vez habrá dos sedes. Un Festival-encuentro con mesas de reflexión, talleres y espectáculos abiertos a todo público en CABA y un Encuentro cerrado (porque habrá un número fijo de participantes), en una localidad a confirmar, donde se realizará un trabajo intenso, conviviendo durante 4 días, las 24hs. Talleres, seminarios, mesas, espectáculos, presentación de trabajos de lxs participantes. Es aquí donde trabajaremos mirada, y mirada en y desde la diferencia, género, apertura, solidaridad, escucha, convivencia. Tolerancia. Encuentro. 







viernes, 28 de julio de 2017

Invitadas internacionales



Ya-Ling Peng

Taiwán


Actriz, narradora, directora y dramaturga. Es socia fundadora del Square-Round Theatre. Desde 1988 a 1991, Ya-Ling estudia actuación en Londres y se une al grupo de teatro profesional Tragic Carpet. Coopera con diversos grupos profesionales y ayuda también a las ciudades de Kau-Sheion, Shin-Chong y Shin-Jeou dirigiendo sus primeros espectáculos para que inicien allí sus propias comunidades teatrales. Luego de fundar el teatro más antiguo, Modern Form Theatre Group, en Taiwan, en 1993, Ya-Ling Peng funda el grupo Uhan Shii Theatre en Taipei en 1995. Los espectáculos se refieren generalmente a historias reales narradas en primera persona por sus protagonistas, en su mayoría gente que no es profesional del teatro. Trabajó sobre relaciones madre-hija, emigración y las consecuencias de la separación de Taiwán y China. Organiza también el Festival y Encuentro Magdalena en Taipei.

https://themagdalenaproject.org/sites/default/files/OP13_Peng.pdf

https://tw.linkedin.com/in/ya-ling-peng-4297a335




https://www.youtube.com/watch?v=CNpNTXTaevE




Lucía Sander

Brasil

Lucia V. Sander

Doctora en letras, investigadora independiente. Docente internacional (USA, Brasil, Inglaterra). Ph. D en literatura y en Estudios de la mujer en la Universidad Estatal de Nueva York. Realiza, entre otros, estudios de teatro y literatura ingleses y dirección teatral en Londres, Cambridge y Birminghan. Dicta cursos sobre literatura y teatro norteamericano e inglés, sobre historia del teatro universal. Se especializa en la escritura y dramaturgia femenina, en la representación de las mujeres en el teatro. Y desde hace años estudia la dramaturgia de Susan Glaspell. Escribe sobre personajes femeninos en Shakespeare, sobre Hamlet, sobre Glaspell (“Susan y yo: ensayos críticos y autocríticos sobre el teatro de Susan Glaspell” Video de divulgación http://www.youtube.com/watch?v=zMh7Ggimtqk&feature=related), también sobre la locura (“Históricos e Histéricas: sobre la representación de la locura en la mujer”, Debates sobre Género, Ministerio de Salud de Brasilia). Ha realizado diversas performances y videos sobre Ofelia, Clarice Lispector, Susan Glaspell, Mujeres en el arte, etc. http://www.luciasandersusanglaspell.com/


https://www.youtube.com/watch?v=j57brhTcv_g

https://www.youtube.com/watch?v=cyjf8Z5C_YE


Brigitte Cirla
con Eléonore Bovon y Marie Tournemouly

Francia

http://voixpolyphoniques.org/






https://www.youtube.com/watch?v=3J4nO19fWQA
https://www.youtube.com/watch?v=aZmYwJ4GOSo


Luciana Martuchelli

Brasil







https://www.youtube.com/watch?v=wJTKt0snB1I





jueves, 27 de julio de 2017

Magdalena sin fronteras. Testimonio de Daniele Santana, Cuba 2017



En enero de este año, 2017, conocí a Daniele en medio de la fiesta que fue el Encuentro Knots/Nudos/Nos, encuentro de teatro de grupo, en Mogi das Cruces, cerca de Suzano, Sao Paulo. Yo había ido con mi grupo Camino Teatro. Nos cruzamos recién los últimos días del Festival porque ella había estado este mismo enero en el Magdalena sin fronteras, Cuba. La vi en Curra-temperos sobre Medéia, junto al maravilloso grupo Contadores de mentira. Nos reconocimos. Nos sentimos unidas además por otra hermandad. 
Va foto de ese encuentro (y foto del transporte de los Contadores de mentira: el Frida Carro!) . LD

















The Magdalena Project: Uma afirmação de voz e de presença.


Daniele Santana 
Atriz e Gestora no grupo Contadores de Mentira – Suzano – Brasil

Em Cuba, em janeiro deste ano o tempo se inflou.  Durante 10 dias, mulheres de diversas partes do mundo se aventuraram no mergulho de pensar e viver Teatro juntas.  Não bastasse toda a energia que exala desse país, ainda encontrar a força dessas mulheres é como se abastecer de uma potência física e subjetiva.
A 5º edição do “Magdalenas sin fronteras” teve o tema: vidas, grupo, teatro, realidade. Foi realizada em Santa Clara, idealizada e dirigida por Roxana Pineda, uma mulher que inspira com sua coragem convicção.
Essa rede é mais que um encontro de formação e aprimoramento artístico/filosófico/técnico, é um terreno de afeto e nutrição. A cada palavra trocada, a cada dia de espetáculo ou de aula o que se via era uma busca por um teatro cada vez mais humano, sensível às transformações que o mundo e as pessoas têm vivido.
É inevitável, ao adentrar nesta imersão, a vontade de atirar-se, o desejo de pular para um novo lugar, de percorrer por outras estradas, de encontrar consigo mesma num lugar tão íntimo quanto desconhecido.
Ouvir mulheres de realidades tão distintas, de caminhos tão variados e ao mesmo tempo se sentir tão familiar carrega um misto de espanto e deleite, como se há tempos nos guiássemos de modo intuitivo para um mesmo lugar, ou por um mesmo objetivo. Objetivo este que nem sempre é claro ou definitivo, que é passível de dúvidas e de transformações, mas que se mantém firme em sua essência.
Esta foi a primeira vez que estive no Magdalenas, mas indiretamente estou ligada à rede há alguns anos e se pensar em um carácter efêmero penso que sempre estive. Me pergunto em que plano de fato os sentimentos que envolvem essa rede me encontrou. Quando penso nas lutas que nós mulheres travamos ao longo do nosso ofício e também da nossa existência começo a crer que essa ligação deve mesmo ser ancestral.
Em muitas partes do mundo mulheres têm se unido para discutir direitos sociais e históricos, direito básicos como o de escolher sua profissão, sua sexualidade, seu caminho. Batalhando por direitos óbvios como o direito a seu próprio corpo, a dizer o que pensa e ser respeitada. Acredito que redes e encontros como esses nos encorajam e embasam a falarmos em primeira pessoa, a nos colocarmos no centro da discussão como coletivo e como indivíduo. A termos em nossas mãos o controle sobre nossas escolhas e decisões. Por anos nossas vozes têm sido sequestradas por uma sociedade patriarcal, há séculos somos assediadas em todos os níveis, e o teatro não está à margem deste absurdo.
Esses dias de experiência em Cuba e no Magdalenas foram para mim, e credito que para todas as participantes, um respiro... E ao mesmo tempo uma ebulição. Todos os dias éramos convidadas a pensar em teatro, em grupo, em vida, em sociedade e em si. A refletir sobre o equilíbrio entre a força e a fragilidade, sobre o ofício e sobre os rastros que temos deixado.
Patricia Ariza disse num dos dias que o “projeto Magdalena” é para as mulheres como ter um “quarto próprio”. Essa reflexão foi lançada e a tomei quase como um conselho, apenas tenho pensado noutro ambiente: um jardim; me atrai mais a ideia de um lugar sem paredes.
Concordo com a ideia de que é preciso haver “jardins próprios” dentro de um grupo. Para cada integrante, penso. De maneira que esses espaços não sejam locais de isolamento ou de fuga, mas de plantações pessoais, um solo de estudos, investigações e colheitas particulares. E seguramente seus frutos serão compartidos com todos.
Entender esse “jardim próprio” dentro do grupo pode ser confuso, já que não se trata da banalidade de egoísmos ou vaidades. Há de se refletir sobre sua importância como uma fresta de organização e fortalecimento do “eu” em paralelo ao “todo”. Há grupos de teatro porque há a percepção de que juntos somos mais fortes, de que é um espaço onde pessoas diferentes se unem em busca de percorrer ou traçar novos caminhos, entendendo que juntos podemos ir mais adiante.
O “Magdalena Project” em sua base é um encontro afetuoso em sua essência, político em sua existência e inspirador em seu conceito. Um encontro com tantas mulheres, de tantas partes do mundo, que trazem consigo uma enorme força e história. Mulheres que são em seus territórios polos de resistência, que têm em seus corpos as marcas de uma vida dedicada a este ofício, e que com valentia contestam o mundo opressor em que vivemos.
Poder viver momentos como esses é mais que uma experiência teatral, é uma oportunidade de assumir em si esta chama de coragem, de assumir a responsabilidade de seguir em frente, de não se deixar sequestrar pela vaidade ou pela inércia. De preservar seu jardim...
 É um sopro coletivo carregado de coragem de traçar um caminho próprio... Um salto para a descoberta do que vem depois... Uma afirmação de voz e de presença.



domingo, 14 de mayo de 2017


[AGENDA]
Festival 3-4-5 de Noviembre 
Encuentro del 8 al 12 de Noviembre.


En JULIO estaremos publicando la info + bases para la inscripción al Encuentro Festival Magdalena 2a Generación 

Estamos trabajando intensamente!

Tengan paciencia!
ya llega!


viernes, 14 de abril de 2017

Festival Magdalena noviembre de 2017 - Buenos Aires


Estamos felices de anunciar el Encuentro Internacional Magdalena Segunda Generación 

Buenos Aires, noviembre 2017







miércoles, 15 de marzo de 2017

martes, 14 de febrero de 2017

Se ha muerto una actriz

por Laura D'Anna


Laura Martin.
La recuerdo de un taller, el primero que tomé con Ana Woolf. Ella había elegido un texto jugoso, con una secuencia de movimientos de una precisión y contundencia sorprendentes.

Después supe de una historia conocida. Supe de su amor por su grupo El baldío. Supe de su fortaleza, vuelo, oficio.
Y este enero justo hablamos de ella, con una actriz amiga, en medio de un Festival en San Pablo.

No saber de su muerte. No saber de la muerte. Nada. A pesar de. Este enero, justo, otra amiga hablándome de ella, de la muerte, asegurando que no era una camino tan feo, malo o tremendo.

Animarme a entrar a su face,  al de ella, al de Laura Martin, despacito, en puntas de pie. Inquietante asomarse a su muro, sus últimas fotos subidas, sus últimos documentos compartidos. La receta de Crepes con nutella, la foto de un caballo blanco con las crines al viento, la foto de ella, feliz en el NOA. Me quedaré con esa imagen: ella abriendo los brazos mitad al cielo, mitad a la tierra y atrás las montañas compañeras.

Chau, hasta pronto, actriz mujer aventurera.



viernes, 13 de enero de 2017

Lucia Sander. Las mujeres y el teatro

el regreso

            Conmemorando el regreso del blog del Proyecto Magdalena 2ª Generación, vuelvo a pensar en el binomio Mujeres y Teatro que, a pesar de no ser ya tan extraño, aún produce cierta incomodidad en círculos más conservadores. Al fin y al cabo, durante muchos siglos, el teatro fue cosa de hombres. Como nos cuenta la Historia Oficial, el teatro occidental, así como lo concebimos, tuvo sus inicios en la Grecia de Pericles, en el siglo V de la era pasada, como una forma de arte estrictamente masculina, o sea, concebido, escrito y representado por hombres y, posiblemente, para un público exclusivamente masculino, no se sabe con certeza. Durante muchos siglos, el teatro siguió siendo unisex, incluso cuando, al final de la Edad Media, las mujeres comenzaron a integrar el público de teatro de calle. Durante el Renacimiento los roles femeninos todavía eran interpretados por hombres y fueron esos jóvenes adolescentes, inmaduros aún, los que primero dieron vida a Julieta y a Cleopatra de Shakespeare – y que produjeron un homo-erotismo que, en este contexto, no cabe comentar. Fue recién a fines del siglo XVII que las mujeres comenzaron a subir al escenario, a pesar de los daños que esto causaba a su reputación, y allí permanecieron durante largo tiempo, como en una vidriera, sin ningún poder de intervención en la concepción y montaje del espectáculo que protagonizaban. Era así, felizmente no lo es más. Hoy tenemos acceso a las más diversas funciones de producción teatral como escritoras, directoras, técnicas, productoras… a pesar de que las mujeres siguen siendo en su mayoría costureras, maquilladoras, peluqueras y ocupando, en menor cantidad, funciones de poder en el teatro. En fin, pasaron más de 20 siglos desde la invención del teatro en la Grecia Antigua hasta que las mujeres pudieran tener participación efectiva en el quehacer teatral y en todas sus funciones. O sea, primero fue el hombre y después la mujer, tanto en el Jardín del Edén como en el teatro, solo que en el teatro el estreno de la mujer tardó más, ¡el parto duró más de 20 siglos!
¿Pero, será que fue así, tal como nos cuenta la Historia Oficial? Investigaciones y descubrimientos arqueológicos recientes ocasionaron una reescritura de la Historia, incluso de la Historia del Teatro Occidental y de su nacimiento en la Grecia Antigua. El descubrimiento de una investigación a fondo sobre los Juegos Píticos, realizados en la Grecia de entonces, nos dirá mucho al respecto, a nosotras, mujeres hacedoras volcadas al teatro. A partir del siglo VI de la era pasada, los Juegos Píticos en honor al dios Apolo se realizaban periódicamente en la ciudad griega de Delfos, frente al Monte Parnaso. Esos juegos son los antecesores de los Juegos Olímpicos realizados en Olimpia e incluían competiciones de música y poesía. Así como más tarde sucedió en las Olimpíadas griegas, se prohibía la participación de las mujeres en estos juegos y también su presencia en las competiciones. Como esa era una ocasión de alabanza a los dioses del Olimpo, cabe preguntarse si las mujeres griegas también habrían rendido honores a sus dioses y cómo habrían sido sus rituales, omitidos en la Historia Oficial.
Y fue así que, a través de la investigación sobre la vida de las mujeres griegas de entonces, los arqueólogos encontraron evidencias de que las mujeres también rendían homenaje a los dioses en ocasión de los Juegos Píticos. Se descubrió que mientras los hombres competían por la fama y los premios que recibían en los Juegos Píticos, las mujeres subían al Monte Parnaso, en la misma ciudad de Delfos, para honrar al dios Dionisio (Baco para los romanos), el dios del vino, de la fiesta, de la fertilidad, el protector de parias. Las mujeres se reunían en lo alto del Monte Parnaso para realizar danzas sagradas y ofrecer banquetes en honor a Dionisio. El culto dionisíaco era acompañado por alegres cantos, himnos corales, mímicas y duraba varios días. Las mujeres usaban guirnaldas de hojas de viña, se cubrían con la piel de un macho cabrío en homenaje a Dionisio y comían carne cruda para incorporar la fuerza divina. Danzaban hasta llegar al trance y eran conocidas como ménades o Bacantes.
            El culto de las mujeres a Dionisio, considerado como un delirio sagrado de mujeres, fue posteriormente adaptado con el fin de integrar los festivales religiosos en Atenas. O sea, el ritual de las bacantes descendió del Parnaso para la ciudad y sufrió alteraciones, como la inclusión de hombres en el culto antes femenino que pasaron a danzar en rivalidad frenética como las bacantes. Según investigaciones recientes, fue del culto secreto de las mujeres a Dionisio, en el Monte Parnaso, que surgió un nuevo tipo de culto en Atenas que, a su vez, dio origen al teatro griego, tal como lo concebimos hoy. Al final, tal vez fueron las mujeres las que inventaron el teatro, ¿será? ¿Habría la Historia usurpado nuestros derechos autorales? Es posible, hace milenios esa fue y sigue siendo una práctica de rutina. Sabemos que la historia "oficial” es siempre más confiable, por lo tanto no vale la pena discutir con la Historia Oficial, o exigir patente; y sí tratar de recuperar nuestro espacio y honrar nuestra herencia.
Cuando llegué por primera vez al Oráculo de Apolo en Delfos, justo enfrente al Monte Parnaso – una visión para ser sentida y no descrita –,pensé en las bacantes, en su orgía sin cuidado y sin censura,  lejos de los hombres y de sus leyes, ellas y su danza, su canto, su banquete de placer, su culto, su teatro en las nubes…


                                                                                              Lucia Sander                                                                                                Enero de 2017

jueves, 12 de enero de 2017

Daniela Osella. "Maldito Amor"


Mujeres, teatro y presencia

  
 El "Seminario sobre la Presencia Escénica" se desarrolla en forma ininterrumpida desde el 2014, coordinado por Ana Woolf, Pablo Vallejo y Daniela Osella en el Centro Experimental de Artes Escénicas del Teatro Municipal 1° de Mayo de Santa Fe. Este espacio pedagógico ha producido a lo largo de los años tres producciones: "Maldita Justicia – un estudio sobre La Orestíada de Esquilo", "Maldito Entrenamiento" y “Amor”, a propósito del cual se produce el presente artículo, publicado en el Cuaderno del Teatro Municipal 1° de Mayo de Santa Fe – 2016.

Hace dos años, nos imaginábamos un nuevo proyecto que dé continuidad a lo que había sido nuestra primera aventura que arribó a “Maldita Justicia, un estudio sobre la Orestíada de Esquilo”. Nos pensábamos entre la necesidad técnica de un trabajo vocal y algunas ideas vagas sobre el teatro del Bertold Brecht.   
Ana Woolf  nos escribió desde Bolivia, contándonos sobre un texto: “Amor” de una joven boliviana llamada Denise Arancibia, con el que estaba trabajado en un encuentro.  
Hablar sobre la mujer era algo que me atravesaba pero que creo, de alguna manera, pretendía huir.
Cuando comencé a trabajar en este oficio hace doce años, prefería no trabajar con otras mujeres porque “eran muy complicadas”, entre otras razones. Entonces me refugié en un grupo de hombres. Así, en ese entorno de trabajo comencé a ser yo la “loca”, la “complicada”. Y así, entre machos, sin “complicadas, ni competencia entre mujeres” comencé a sentirme sola. Sola creativamente, sola como hacedora.
Esa soledad me empujó a ir en busca de otras compañeras de trabajo. Así surge, por ejemplo, un espectáculo unipersonal como actriz, bajo la dirección de otra “complicada”, Valeria Folini. Durante la construcción del espectáculo dialogamos sobre la soledad desde el lenguaje del melodrama.
Ese universo elegido nos guiaba en la escritura de la historia de una mujer que llora o ríe a petición de los melodramas y de las sugerencias del locutor. La vida está afuera, le pertenece a los otros. A ella sólo le queda  vivir una reiteración espesa de lo cotidiano, donde tal vez la peripecia sentimental y su desenlace matrimonial es la única vía de supervivencia o de movilidad social, ya que es una sombra en el mundo del trabajo. Su idea de amor está inevitablemente asociada a las posibilidades que puedan desprenderse de la compañía de un hombre. Su felicidad es, en definitiva, la felicidad de los varones.
En ese momento nos preguntábamos, ¿acaso dialogábamos sobre nuestras ideas de mujer? ¿Sobre mi soledad? ¿Eran las imágenes de mujer que me habían inculcado las que poníamos en escena?
En ese momento eran sólo eso, imágenes aisladas de algo personal que me resonaba en el cuerpo y que salía a la luz en cada material que preparaba como actriz.

Esa soledad también me empujó, junto con Pablo Vallejo, a impulsar el proyecto del Seminario de Presencia Escénica. Un espacio de trabajo donde formar actores y actrices autónomos, hombres y mujeres emancipados, con necesidad de seguir construyendo este oficio.

Entre los griegos y Amor

Cuando decidimos que sea “Amor” el texto que de pie al segundo montaje del Seminario creíamos, primariamente, que entre el texto clásico griego y un texto boliviano contemporáneo no había ninguna relación. Pensamos ¡qué desafío es irnos de un extremo al otro!
Sin embargo cuando comencé a escribir este artículo para la Revista del Teatro me encontré nuevamente con “Maldita Justicia”. En ella, Clitemnestra asesina a su marido Agamenón cuando éste regresa de Troya, para vengar que haya matado a su hija Ifigenia por un sacrificio a los dioses, para ganar la guerra. Orestes, su hijo, venga a su padre y asesina a su madre, Clitemnestra. Las Furias acusan a Orestes porque mató a su madre, miembro del  mismo clan; apoyadas en el derecho materno, consideran que Agamenón es un extraño tanto para Clitemnestra como para Orestes. ¿Por qué no acosaron a Clitemnestra?, se defiende Orestes. Las Furias contestan que “el hombre que mató no era de su propia sangre”. “¿Soy yo acaso de la misma sangre que mi madre?, responde Orestes.
Para legalizar una transmisión continua de la propiedad de padres a hijos había que abolir el derecho materno, dice la mitología. El asesinato de las hijas fue uno de los modos de eliminar todo derecho materno y garantizar la herencia a los hijos varones o, si no los tenía, a los hermanos del padre.
Para que los matrimonios fueran más duraderos, y apropiarse de los hijos de su esposa y sus derechos como madre, los maridos tuvieron que socavar el poder de los hermanos de sus esposas. Surge así el matrimonio concertado, que en general se acompaña de regalos y empiezan el rapto, la compra de mujeres y la utilización de las mismas como motín de guerra, como hizo Agamenón con Casandra. Estos tratos que se celebraban entre hombres, aboliendo las madres sociales, es una puja entre el marido y el hermano de la esposa.
Hace dos años contábamos cómo la mitología señalaba el fin del Matriarcado y la caída del derecho materno. Lo contamos sin preguntarnos sobre ello, como un reflejo instintivo de nosotras.

Entre Amor y los griegos

Con el fin del Matriarcado, se inicia el Patriarcado, y con éste la opresión de la mujer. De esa opresión nos habla “Amor”. De un casamiento… ¿de quién?...
Una de mis abuelas se recibió de escribana, pero al casarse su marido decidió que se quedara en casa a cuidar a los hijos. Y así lo hizo. Él ganaba suficiente, o así lo haría, para que a nadie le falte nada. A ella, nadie le pagaba por su trabajo dentro de la casa.
De chicas mis hermanas soñaban con casarse y tener muchos hijos. No sé qué soñaba mi hermano. Yo, quería un marido con mucha plata y poder viajar, sola. En la adolescencia me pintaba los labios de rojo y mi mamá me decía: así pareces una zorra.
Pasan los años, y el Cura repite: ¡los declaro marido y mujer!, y él puede besar a la novia.
Momento… Ella no dijo acepto. Ella, vos, yo, una de nosotras. Alguien acepta por nosotras. Otros, otras. La sociedad en la que vivimos bajo un régimen patriarcal hace siglos.
Te consiguieron un novio bien, te organizaron el casamiento, ¡no podes ser tan mal agradecida! ¿Sabes lo afortunada que sos? ¡Te va a dar el gusto en todo! Replica “Amor”, el texto de Denise Arancibia, donde el Cura aconseja que:
No se queje / No lo interrumpa / No le recuerde continuamente sus faltas pasadas / Tengan hijos. Y nos sentencia, Eres la mujer, ¡sé una mujer de verdad!
En nuestra sociedad ser LA mujer es ser doblemente oprimidas: en el sistema de producción capitalista las mujeres trabajamos en el ámbito laboral en peores condiciones que los varones, además de contar con la habitual exclusividad de la producción doméstica. Las mujeres “naturalmente” debemos cuidar de la casa y la familia, es decir, garantizar que los trabajadores estén en condiciones de volver cada día a vender su fuerza de trabajo en el mercado.
Para que las mujeres nos subordinemos a la esclavitud doméstica y aceptemos que por razones biológicas (menos fuerza, embarazo, parto, amamantamiento) o psicológicas (sensibles, dóciles, inestables emocionalmente) no estamos en condiciones de cumplir con las mismas tareas que nuestros compañeros varones, en el ámbito familiar, social, político y laboral, encontramos muchas voces que nos convencen, que nos guían, que nos aconsejan. La voz del cura, de las amigas, de los amigos, de la familia, a veces nuestras propias voces. Este fuerte aparato ideológico es sostenido por las religiones y hasta por algunas corrientes científicas, como también por los medios de comunicación, la publicidad, la educación y buena parte de la producción cultural.
Este aparato intenta ocultar que las mujeres NO hemos sido siempre el sexo oprimido. La opresión femenina, es decir el esclavizamiento de un sexo por el otro, -algo desconocido hasta entonces en la Prehistoria-, coincide con la aparición de la sociedad de clases y la propiedad privada. De la necesidad de garantizar la herencia en las clases poseedoras se desprende la práctica de la monogamia.
Estas modificaciones sociales quedaron registradas en la mitología, como fue expuesto en “Maldita Justicia” y son retomadas por este texto boliviano. La familia moderna de la que nos habla “Amor” es una institución de represión que nos pasa por encima, una construcción histórica basada en condiciones económicas. Donde una mujer emancipada, que no depende de otro ser humano ni económica, ni emocional ni psicológicamente, con posibilidad de decidir sobre su cuerpo y su sexualidad, de compartir su vida con otra persona en igualdad de condiciones, con derechos sobre sus hijos, queda por fuera del modelo propuesto.

Presencia escénica
   
            Cuando recibimos el texto de “Amor”, en paralelo estalló el primer movimiento de mujeres que se dió en llamar #Niunamenos. Ese movimiento (como toda reacción social) lentamente se fue haciendo consciente en miles de mujeres y varones. Cuando decidimos montarlo, nunca se nos ocurrió pensar en esto. A veces, los lugares a los que llegamos como sociedad están por fuera de lo imaginable.
            El 25 de Noviembre de 2015, fue el día que hicimos “Maldito Entrenamiento”, donde mostrábamos, en crudo, la relación que establecemos en el Seminario entre el entrenamiento sobre la presencia escénica y el montaje, que incluía algunas escenas de “Amor”. No elegimos el día internacional de la lucha por la eliminación de la violencia contra la Mujer. Ese día era la única fecha disponible que conseguimos en la sala Mayor del Teatro Municipal.  El azar a veces es complicidad de nuestras acciones.
Así empezó “Amor”, escrito por una joven boliviana, una de esas individualidades preocupadas por un contexto que nadie se atreve a cuestionar. Comenzamos a montarla porque éramos parte de esa preocupación aislada y que nos parecía un ruido en el desierto, hasta que, se nos fue transformando en una necesidad colectiva. Y ese contexto a cuestionar abrió nuevos horizontes.
Hoy, muchas de las actrices y actores de “Amor”, nos encontramos por primera vez, no sólo en la sala de ensayos vestidos de negro para intentar comprender algún aspecto de la presencia escénica, que nos hace tomar consciencia de nuestras acciones arriba del escenario; sino también en una plaza vestidos del mismo color. Esta vez no para entrenar, sino que caminamos juntos un proceso social más amplio, que nos atraviesa a todas y que no podemos ocultar de ninguna manera.
Veintiuna mujeres y cinco varones emprendimos este camino que afortunadamente está atravesado por nuestras vidas. No ocultar la realidad que construimos en sociedad encuentra asidero en “Amor” y como en el cuento teatral  Ella, -yo, vos, una de nosotras-, finalmente se casa con ese marido que le han conseguido. A pesar de todo, su voz queda opacada por las ataduras machistas. Una realidad de la que todavía no podemos escaparnos a pesar de la consciencia que nos ha despertado.  
Así el teatro nos invita una vez más a pensarnos, pero no lo usamos para proclamar los deseos de algo que no somos. Por eso no pretendemos darle la responsabilidad de cambiar nuestra realidad.
Es ésta la importancia de que muchas y muchos de los que hacemos “Amor” decidamos seguir haciéndonos presentes por fuera del escenario, accionando en pos de un cambio, contagiando a otros, desenvolviendo nuestra presencia “escénica”.
Daniela Osella - Octubre 2016


Blanca Rizzo. Mutar en luz

Entrevista. Parte I

MAGDA: Hay tres grupos que tienen que ver con vos, en este momento: Mariposas Auge, Se trata de no más trata y Madres víctimas de trata…
BLANCA: Sí, todo empezó en el 2007, yo hacía performance con el tema de la Trata. Con Mariposas surgimos en el 2014, por esa época conocía a Margarita Meira, que es la figura más importante de Madres Víctimas de Trata. Al cabo de “mover” junto con ella el tema de la trata, a través de las performance que hacíamos, se pudo armar esta asociación. Al año de su nacimiento empecé a visualizar que se necesitaba una organización, y me metí de lleno con ellas, tomando la decisión de irme corriendo despacito de Mariposas y armando al mismo tiempo la red Se trata de no más trata, cuya base principal es la organización de la Semana “Se trata de no más trata”, que de hecho se viene organizando desde hace dos años y que cada vez cobra mayor importancia.

MAGDA: ¿Y cuál es la proyección?
BLANCA: Que la Semana… esté instalada en la ciudad, en el país y en el mundo. Y cuando digo “el mundo”, muchos piensan que voy a viajar. Y no. Yo confío que va a ser una especie de contagio, a través de todos nuestros contactos, en donde vamos a poder hablar con otra gente que también tienen colectivos artísticos o socio-políticos y que se van a entusiasmar y va a ir funcionando sola. Pero para accionar, esos colectivos, en cualquier parte del mundo, van a tener que recibir de nosotros un logo, unas bases que estamos escribiendo, etc. El movimiento que hubo este año, por ejemplo, en la UNA, con la obra Preciosura de Pia Rillo fue genial. Se trata de una obra sobre violencia de género en general: una mujer sola, muy castigada por ella misma. La obra se hizo a sala llena y al terminar Margarita y Silvia González hablaron y contaron sus casos. Y fue un momento muy emocionante, muy fuerte. En la EMAD, a su vez, propuse organizar algo entre las profesoras y fue increíble. Lo propuse tímidamente pero cuatro o cinco profes se entusiasmaron mucho, y lo terminamos elevando al Consejo Escolar. Se votó allí, todos los consejeros se enteraron y terminó siendo una auténtica semana dedicada al tema: clases alusivas, muchos alumnos produjeron escritos, muchos pusieron el cuerpo, hubo performance en las escaleras, en el patio... Fue algo notable lo que pasó. En la EMAD ya quedó instalada la Semana.

MAGDA: O sea que vos, en las dos instituciones donde trabajás, UNA y EMAD, moviste las aguas para dar lugar a este evento, y lo lograste con gran repercusión.
BLANCA: Todas movíamos, Mariposas se puso al hombro la tarea de constestar los mails, precisando detalles para la organización: Cindy Aceituna, Heli Vera. Cindy la lleva a Chile, a Santiago y Valparaíso. Yo, ahora que fui a Uruguay a un encuentro de sindicatos de puertos de muchos países de Latinoamérica, conté quiénes somos las Mariposas, quiénes son Madres Víctimas de Trata, qué es la Semana, y ya esos sindicatos prometieron que la van a incorporar.

Madres, además está haciendo una ronda el tercer viernes de cada mes, desde hace diez meses. Mariposas tuvo la idea de hacer una ronda en silencio de una hora, 16:30 hs. Alguna gente pasa y ni les importa. Otra gente se interesa. El otro día yo me metí como performer, y justo había un grupo de turistas y la guía tuvo que cambiar todo su discurso, tuvo que explicar toda esta problemática. Por suerte la guía estaba enterada, sabía bastante, y pudo mezclar con los años 70. Fue muy interesante.

MAGDA: Desde que empezaste hasta ahora, ¿notaste una diferencia?, ¿hay más gente que escucha?
BLANCA: Cuando yo empecé con estas performance en el 2007, era algo bastante descabellado porque el tema no estaba instalado en la sociedad. Yo caminaba con un vestido muy transparente con un cartel código de barras. Lo hice por ejemplo en la Facultad de Derecho con motivo del Encuentro o Congreso Interamericano de la Mujer. Ahora las chicas de Mumalá también hacen performances en el Ni una menos del 2015. Entre todas las violencias contra la mujer, nosotras hablamos desde el principio de la trata, todavía no habíamos recortado que íbamos a hablar sólo de eso. Después me pareció que el feminismo no lo estaba privilegiando y que era necesario. Y me gusta ver que hay otro colectivo que está tomando la problemática. Fui a las dos marchas con las performance. En la primera Ni una menos, hicimos la performance dentro de la marcha misma: Mariposas y el Centro de Estudiantes de la UNA. Impresionante, el otro día vi el video (youtube, en la cuenta de Blanca). En la segunda se decidió, cosa que yo creo que no sirve demasiado, hacerlo en ONCE. Igual fue impresionante.  Se nos abrazaba gente llorando. Mamás pidiendo por favor que las ayudemos a salvar a sus dos hijas, eran de Paraguay. No tenemos filmación porque al que filmaba se le quemó la cámara... Pero insisto, tenemos que estar dentro de Ni una menos, y hacer la performance en la misma marcha.

MAGDA: Existen dos posturas respecto de la prostitución…
BLANCA: Hay tres: prohibicionismo, reglamentarismo y abolicionismo. La primera prohibe todo lo relacionado con la prostitución pero termina perjudicando a la prostituta. Las reglamentarista dice que se trata de un trabajo y hay que reglamentarlo como todo trabajo.
Lo que pasa es que yo empecé a escuchar, a leer mucho. Sonia Sanchez, por ejemplo. Hablar de la trata sin liquidar al sistema prostituyente es como hablar de la mosca que está arriba de la mierda y no hablar de la mierda. Es el grano de pus del sistema prostituyente. Las tienen que secuestrar  porque el sistema prostituyente es tan pingue negocio de este sistema perverso que no les alcanza con las chicas que ya tienen. Estas a su vez provienen de los sectores más humildes y han sido coptadas por este sistema prostituyente porque en general no les ha quedado otra en la vida. Me dicen, "pero hay putas vip", sí, están en sus departamentos cobrando su plata, no están en prostíbulos de mala muerte o en la esquina por 30 $. Nosotras no nos estamos metiendo con esa cuestión: si deciden, si realmente deciden. Nos metemos cuando hay un proxeneta que se lleva 13.000 U$S por año con una mujer explotada, o cuando hay un prostíbulo donde van a parar las ya coptadas desde los 13, 14 años y no tienen otra posibilidad, ni otro trabajo, o las familias les dieron la espalda. Estoy atacando al sistema, a los proxenetas, a los 40.000 prostíbulos que hay en el país donde conviven las prostitutas que “eligen” y las prostitutas raptadas. Ninguna elige. Entonces, para tratar de entender, los 40.000 son centros clandestinos de detención, tortura y muerte, vamos a decir, de las chicas secuestradas, vamos a dejar de lado las otras, por ahora. Son centros de detención, tortura y muerte, repito, de las chicas secuestradas. Se trata de una chica que entró a un lugar, a quien le hacen el “ablande”, la drogan, la hacen trabajar 30 veces al día. Si resiste, bien. Si no resiste, se la llevan en una camioneta y le pegan un tiro en algún lugar. Son las desaparecidas de estos tiempos. La sociedad no lo quiere ver, es un tema pesado, molesto. Hay un rechazo, yo lo comprendo en una persona que no tiene una militancia. Yo lo quiero llevar como una bandera dentro del feminismo. No soy una experta, estoy intentando. Para mí no hay dudas, si hay una sola chica en esa situación hay algo por hacer. Hay 600 chicas por año, entonces no me hablen de que pueda haber algo reglamentado. Qué hace la prostituta que “elige” con esa chica secuestrada que entró al prostíbulo? Le dice "te vas a acostumbrar", no la puede salvar. Y yo no les estoy echando la culpa.

MAGDA: ¿qué es Mutar en luz?
BLANCA: Me metí en un lugar oscuro, oscuro, oscuro. Todos nosotros convivimos con esa oscuridad. Los prostíbulos están al lado de tu casa. Todo eso me empezó a enfermar. Me agarró una neumonía, que en gran parte tuvo que ver con meterme tanto en esa oscuridad. Yo decidí hacer esta pequeña obra, necesité pensar que no la hacía para hundirme más, meterme más en el barro sino para mutar en luz, para que lo artístico me lleve a otro lugar. Y me hizo muy bien. Hubo algo que yo no busqué, por ejemplo cuando encontré el poema de Olga Orozco dedicado a Alejandra Pizarnik: “Después de todo, en el fondo, hay un jardín, es tu jardín,  talita cumi”. No sabía qué quería decir Talita Cumi. Lo busqué. Y entonces me cerró todo. Niña, levántate y anda. Tuve necesidad y en el nombre mismo de la obra está esa posibilidad. Es una lucha permanente. Mutar en luz en lo organizativo es no quedarme sólo con la gravedad de los casos y sí pensar que vamos a armar una gran red a nivel mundial, eso es luz para mí. Lo hago artísticamente y organizativamente, visualizando que va a tener una dimensión mundial. Ya lo vi con Madres: Mariposas empezó a insuflar, y a raíz de ese insuflar artístico, Madres nació. También fue la movida alrededor de los diez años de Florencia Penachi, por supuesto. Había unas 11 madres y familias dando vueltas con esta lucha. Se empezaron a conocer a raíz de estas movidas. No es tan directo, nunca, son cosas que se empiezan a mover. Cuando vos movés energía algo se empieza a mover en el universo.